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de todas as coisas possíveis

o estranho em mim me leva a perseguir

o impossível

de tal modo que em frente ao espelho

não me reconheço

engraçado isso em mim sempre

a necessidade de referencia

a necessidade de onde me apoiar

por mais crítica que seja a visão

por maior que seja a razão

nada agora me é possível

nada enquanto não passar

essa minha dor de cabeça



Escrito por homem comum às 18h10
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frio

não adianta reclamar

nem mesmo tentar explicar

aquilo que não se tem como explicar

aquilo que não se importa com a reclamação

 

as horas sempre serão horas

nada mais ou menos que isso

enquanto as imcompreensões e absurdos

prosseguem

eu prossigo

sentindo frio



Escrito por homem comum às 16h15
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Aniversário



Quarenta e uma vezes.

Quarenta e uma.

Mesmo assim nenhum consolo de Deus.

Também nenhum castigo.

Nenhuma esperança de Dulcinéia.

Nenhum lampejo de Beatriz.

Apenas a certeza de que é apenas mais um dia.

Mesmo quarenta e uma imprecações isso não mudaria.

Nem quarenta e uma lágrimas.

Nem quarenta e um pedidos de socorro.

Eu ainda acredito.

Que um sorriso faz o dia mais bonito.

Que para ser feliz é preciso primeiro querer e sempre acreditar.

Mas hoje, mesmo quarenta e uma repetições a isso não me faria acreditar.

Eu sinto saudades.

Mas mesmo que isso repetisse eu, quarenta e uma vezes, não adiantaria.

No tempo parado de aqui, o sempre é sempre o mesmo agora.

Quarenta e um gritos fazem tão pouco sentido,

Como a mim faz agora pouco sentido, a vida e o infinito.



Escrito por homem comum às 17h38
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Triste

Saudade.
Nenhum passado me guarda, nenhum.
O amor como um fruto acabado repousa.
Seco por sobre a mesa.
Nenhum tino a neste destino.
Saber das horas encaminhadas.
Das Moiras, as encantadas.
Que esticam, medem, e cortam o fio.
Da vida.
Fábula antiga.
Nenhuma tesoura, real ou encantada há, ou haverá de cortar a linha da minha vida.
Isto, há muito ja fiz eu.

 



Escrito por homem comum às 14h55
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Aniversário

As aguas movem-se silentes.

A mesma ponte, o mesmo rio.

Percebo eu ausente, muito.

De cada passo dado o pó sempre presente.

O olho do observador que não sabe.

O olho do observador que sabe.

Tudo em alucinante velocidade.

Nada disso é , mesmo, importante.

Quem, mesmo, se importa?



Escrito por homem comum às 09h56
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Começo

de novo

Escrito por homem comum às 17h48
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